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PRODUCCION PORCINA

Como manejar una cerda hiperprolífica y alimentar a sus lechones

Fuente: Gustavo J. M. M. de Lima Embrapa Suinos e Aves, Cx. Postal 21, CEP 89700-000, Co

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1 – INTRODUCCIÓN

El  éxito de la producción de cerdos y la supervivencia de esta actividad depende de la competencia tecnológica y administrativa del sistema. Existen sistemas que priorizan el uso de tecnologías mas adecuadas pero carecen de un buen gerenciamiento del negocio. La situación inversa es más común observar: se trata de un gran esfuerzo en las negociaciones, pero deja al borde del cumplimiento de las tareas básicas de la granja. 

Con las increíbles dificultades que el sector se ha enfrentado cada año, la selectividad de los participantes en este negocio requiere que cada actor o grupo de actores, se ha comprometido a incorporar la tecnología que mejora la productividad y la calidad, acompañados de una gestión correcta. Es como un buen centro delantero en el fútbol, que se requieren, como mínimo,  patear con ambas piernas.

Los sistemas de producción porcina en todo el mundo están revisando sus objetivos para alcanzar por lo menos
30 lechones destetados / cerda / año. Esta meta no es fácil de lograr, pero debe ser perseguida. Ddiferentes sistemas
ya están llegando a este índice con éxito  y ahora prueban metas más altas. De todos modos, este proceso
depende del rendimiento de un gran cúmulo  de conocimiento, partiendo  de la genética, que fue el principal responsable del aumento del número de lechones y la salud de la camada, áreas que no se tratan en este artículo, así como la administración del negocio. El tema a abordar en esta discusión será la implementación de algunos procedimientos nutricionales en el manejo de las cerdas de alta prolificidad y sus camadas.

2 – AUMENTANDO EL NÚMERO DE LECHONES DESTETADOS

El gran objetivo es la producción de cerdos aumentando el número de lechones destetados. Knox (2006) identificó, a través de modelos de simulación de producción porcina los componentes de producción que tenían mayor influencia para aumentar el número de lechones al destete. Este estudio evaluó la evolución de la producción de lechones al destete con el aumento de 5% en las siguientes variables: número de lechones nacidos, % de la tasa de prestación, días del 
dias no período de lactação, % de mortalidade e dias de intervalo desmame-cobrição 

(Tabela 1). A partir desses números, verificou-se que os investimentos em aumento do número de leitões nascidos são os que proporcionam










maior ganho em termos de número de leitões ao desmame. O aumento do número de leitões nascidos é um problema
complexo e sofre influência de um grande número de variáveis como, por exemplo, a taxa de ovulação. Embora essa
seja de média herdabilidade, outras características como sobrevivência embrionária, capacidade uterina e número
de leitões nascidos vivos são de baixa herdabilidade. Mesmo assim, os programas de melhoramento genético tem
obtido excelentes resultados, graças à seleção contínua por longo período de tempo para compensar a baixa herdabilidade
dessa característica. Parece claro que o melhoramento genético tem sido o grande responsável pelo aumento
do número de leitões a exemplo da Tabela 2, com dados resumidos de alguns experimentos ao longo dos anos. Contudo,
uma medida que tem grande efeito é o acompanhamento dos partos por funcionários treinados. Knox (2006)
estimou que esse procedimento pode aumentar o tamanho da leitegada em cerca de 5% ou o equivalente de 0,5 a
0,6 leitões por leitegada. Um outro parâmetro que parece ser mais fácil de ser melhorado do que o número de leitões
nascidos é a taxa de parto, pois um modesto incremento de 4 unidades percentuais pode aumentar em 0,67 leitões
desmamados por leitegada. De acordo com as informações da Tabela 1, um esforço conjunto no aumento de 5% do
número de leitões nascidos e na taxa de parto resultaria em 1,89 leitões a mais por leitegada ao desmame. Da mesma
forma, um aumento de 7 dias na idade ao desmame, passando de 21 para 28 dias, assumindo-se que tanto a taxa
de parto como o número de leitões nascidos são melhorados, resultaria em um incremento estimado da ordem de
1,2 a 1,3 leitões ao desmame/leitegada. Com relação à mortalidade após o nascimento, Knox (2006) estimou que a
redução de 8 para 6% nesse parâmetro proporcionaria aumento de 0,3 leitões ao desmame. O autor concluiu que
essas simulações são importantes para localizar os pontos a serem melhorados em um sistema de produção e que os
parâmetros mais importantes para o aumento do número de leitões ao desmame são o número de leitões nascidos,
a taxa de parto e a mortalidade. Complementando, para se atingir 30 leitões desmamados/ano seria necessário que
o sistema de produção apresentasse 13 a 14 leitões nascidos vivos, taxa de parto de 85 a 90% e mortalidade de 5
a 10%. É importante lembrar que incrementos em um desses fatores tem efeito direto sobre os resultados dos outros
efeitos.











3 – IMPORTÂNCIA DA REDUÇÃO DA VARIABILIDADE DO PESO DOS LEITÕES

Embora pareça, pelo estudo de Knox (2006), que a mortalidade tenha papel secundário sobre o número de

leitões desmamados, outros autores, como Le Dividich (1999), consideram que um dos grandes objetivos a serem perseguidos

pelos produtores de suínos é a redução do número de leitões natimortos e da mortalidade após o parto.

Uma das maiores causas de mortalidade perinatal é a variabilidade do peso ao nascer, a qual pode ser

enorme. Ela tem influência também sobre o desempenho posterior do animais, causando problemas na formação de

lotes de peso similar, agrupando leitões de diferentes leitegadas.

Em geral o coeficiente de variação do peso ao nascer dentro da leitegada varia de 18 a 25% (LEENHOUWERS

et al., 1999). Esta variabilidade de peso ao nascer tem influência ao desmame também, podendo atingir números

ainda maiores.

A variabilidade de peso ao nascer não é apenas reflexo do tamanho da leitegada, mas também da ordem

de parto da porca, do genótipo, da competição por leite, da habilidade de produção de leite pela porca e da saúde dos

leitões e da porca.

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Acta Scientiae Veterinariae. 35: S29-S36.

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Leenhouwerset al. (1999) verificou que a variabilidade no peso ao nascer dentro e entre leitegadas de quatro

genótipos de linhas fêmeas foi da ordem de 17,9 e 16,4%, respectivamente.

Altos coeficientes de variação são verificados tanto em pequenas (<7-8 leitões com CV=26,3%) como

grandes (>15 leitões com CV=22,3%) leitegadas. O aumento de um leitão no tamanho da leitegada ao nascer reduz,

em média, o peso individual dos leitões em 35 g, além de aumentar a proporção de leitões mais fracos (<1,0 kg). Aumentando

o tamanho da leitegada de 7-9 para 13 leitões resulta no aumento de 0,2 leitões fracos para cada leitão adicional.

Para grandes leitegadas (>13 leitões), cada leitão extra corresponde a um adicional, em termos de leitões fracos, de

0,7 (LE DIVIDICH, 1999).

A nutrição dos fetos é determinada pela quantidade de nutrientes transferida da mãe para seus fetos, a qual

depende tanto do tamanho da placenta como do fluxo sangüíneo. Este último, por sua vez, é dependente do número

de fetos. Há uma alta correlação (r = 0,73) entre tamanho da placenta e peso dos fetos. Da mesma forma, há alta correlação

(r = 0,83) entre fluxo sangüíneo na placenta e peso do feto (DE ROTH & BISAILLON, 1980; WOOTTON et al.,

1977). Os leitões de leitegadas mais numerosas são mais leves porque o fluxo sangüíneo uterino por feto decresce

com o número de fetos (PERE et al., 1997). Há evidências de que a variabilidade no peso dos leitões é definida ao

início da gestação, uma vez que os menores fetos podem ser identificados já nos 30-35 dias de gestação (VAN DER

LENDEet al., 1990; WISE et al., 1997).

4 – MANEJO DOS LEITÕES RECÉM NASCIDOS

VISANDO REDUZIR A VARIABILIDADE DE PESO

Algumas práticas são importantes para a redução da variabilidade de peso dos leitões e conseqüente redução

da mortalidade:

4.1 – Acompanhamento de partos

Cuidados iniciais de limpeza, desobstrução das vias respiratórias, aquecimento dos leitões e posicionamento

para estimular e garantir o consumo de colostro. Esta prática constitui-se de importância fundamental para o desenvolvimento

dos leitões e redução da mortalidade.

4.2 – Deixar de cortar os dentes dos leitões mais fracos

Esta prática foi estudada por Fraser & Thompson (1991) e Robert et al. (1995) com o intuito de melhorar a

competitividade dos leitões mais fracos frente aos irmãos de maior tamanho. Esses autores observaram que em leitegadas

numerosas (12 a 14 leitões) os leitões menores que não tiveram seus dentes cortados apresentaram 32% de

mortalidade frente a 40% de mortalidade no grupo controle, além de apresentarem uma maior taxa de ganho de peso,

que foi ao redor de 8%. Embora esta prática apresente uma pequena vantagem, ela não substitui outras práticas para

redução da variabilidade de peso e mortalidade dos leitões.

4.3 – Transferência de leitões

Transferir leitões de leitegadas mais numerosas para aquelas menos numerosas, equalizando as leitegadas

e agrupando leitões de pesos similares. É usualmente realizada dentro de algumas horas após o parto para facilitar

a ordenação dos leitões em relação às tetas da porca, mas pode ser realizada ao longo de todo o período de lactação

causando, neste caso, efeitos negativos no comportamento da porca e dos leitões o que geralmente acarreta em pior

desempenho, além de exigir mais mão-de-obra. Alguns estudos mostram que a transferência de leitões pode reduzir

a mortalidade pré-desmame em até 40% (ENGLSH & BAMPTON, 1982). Em outro estudo (MARCATTI NETO, 1986),

leitões com peso igual ou inferior a 800 g apresentaram mortalidade pré-desmame de 62,5% quando eram mantidos

com suas porcas enquanto aqueles que eram transferidos para outras leitegadas de peso similar apresentaram mortalidade

de 15,4%. Em contraste, Kirkwood et al. (1998) não observaram vantagens na formação de leitegadas com

peso similar. De acordo com Van der Lende & De Jager (1991), leitões de baixo peso ao nascer apresentam um alto

risco de morte, independente da categoria de peso a que pertencem dentro da leitegada. Esses autores sugerem que

a correlação entre mortalidade e variabilidade no peso ao nascer é devida à presença de leitões pequenos e não à

variabilidade per si. É importante salientar que a transferência de leitões é um fator negativo para a saúde dos animais

já que favorece a transmissão de doenças como a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS) e a Síndrome

Multisistêmica do Definhamento (circovirose).

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4.4 – Desmame parcelado ou fracionado (“split weaning”)

Desmame dos leitões mais pesados de uma leitegada alguns dias antes de se atingir a idade planejada de

desmame. Na maioria dos estudos sobre essa técnica foi observado maior taxa de ganho de peso, da ordem de 27

a 61%, dependendo da idade, em leitões leves quando comparado com o manejo tradicional (EDWARDS et al., 1985;

ENGLISHet al., 1987; MAHAN, 1993; PLUSKE & WILLIAMS, 1996; VESSEUR et al., 1997). Essa prática promove

maior oferta de leite pela porca em um estágio da lactação em que, em geral, a demanda por nutrientes através do leite

é maior do que a oferta.

4.5 – Melhor dimensionamento da cela/baia parideira

Em alguns estudos não foi possível evidenciar as vantagens de se modificar a disposição da barras laterais

das celas parideiras sobre o desempenho dos leitões (THOMPSON & FRASER, 1986; FRASER & THOMPSON, 1986).

Entretanto, observa-se que o número de leitões por leitegada tem aumentado e a área destinada à porca e a progênie

não vem sendo alterada nos novos projetos de granjas ou nas granjas já estabelecidas. Este é um fator importante

que deve ser estudado e certamente tem grande efeito na viabilidade dos leitões.

A variabilidade do peso dos leitões, em qualquer fase, não é um parâmetro usualmente analisado pelos

pesquisadores. Entretanto, ele é muito útil, pois pode auxiliar na adoção de tecnologias pelo sistema produtivo. Um

exemplo é demonstrado com o uso de levedura viva na alimentação de porcas em gestação (Tabela 3).







5 – MANEJO DAS PORCAS NA GESTAÇÃO

O manejo correto das porcas na gestação é essencial para aumentar o número de leitões desmamados

através da maximização da taxa de parto e do número de leitões nascidos vivos. Qualquer problema nestes dois

índices zootécnicos indica que o manejo das fêmeas na gestação não está adequado. Alguns fatores que afetam negativamente

os resultados nesta fase são: aumento do intervalo desmame-cobertura, período de lactação curto, épocas

do ano mais quentes, fêmeas de baixa e alta ordem de parto, alto consumo de dieta no início da gestação, altas temperaturas

no início da gestação e ocorrência de doenças. Como estes efeitos não são totalmente conhecidos, isoladamente

ou em conjunto, em geral, recomenda-se as seguintes medidas: limitar o consumo de energia nas primeiras

três semanas de gestação e não mudar as fêmeas de local ou agrupá-las até o final do primeiro de gestação. Após

este período crítico, alimentar as porcas conforme a condição corporal. No caso das fêmeas que estiverem mais

magras após o agrupamento, recomenda-se voltar ao alojamento individual para ajustar o consumo de alimento para

alcançar melhor condição corporal. As exigências em nutrientes aumentam com o avanço da gestação, especialmente

a partir dos 90 dias de prenhes quando a taxa de crescimento fetal é muito maior. Por isso é muito importante

aumentar a quantidade e cuidar da qualidade do alimento nesta fase para otimizar o crescimento dos fetos, manter

as porcas em uma boa condição corporal e promover o bom desenvolvimento das glândulas mamarias.

6 – MANEJO DAS PORCAS NA LACTAÇÃO

Os objetivos durante a lactação são: produzir o maior número de leitões, que eles tenham um peso adequado

ao desmame e que porca chegue ao final da lactação em condições de ser coberta o mais rápido possível, tendo

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uma nova gestação que se desenvolva normalmente. Em se tratando de número máximo de leitões com bom peso

ao desmame, entenda-se que a porca deva apresentar uma boa produção de leite, a qual é ao redor de 3 L/dia ao

início e 10-12 L/dia no pico de lactação, dependendo do número de leitões, da sua viabilidade e da disponibilidade de

nutrientes para a síntese de leite, seja através da dieta ou de origem endógena. As fêmeas normalmente consomem

pouco na primeira semana de lactação (3 a 4 kg/dia) por falta de adaptação e pela demanda menor de produção de

leite, característica de início de lactação. Entretanto, as necessidades de consumo aumentam rapidamente, como

reflexo do rápido crescimento da progênie. Assim, é importante cuidar para que o consumo de ração seja à vontade

a partir da segunda semana de lactação, evitando que os nutrientes para a produção de leite tenham origem principal

nas reservas corporais da fêmea. Existem várias formas de estimular o consumo de alimento pelas porcas, destacando-

se quatro itens: (a) necessidade do fornecimento de dietas palatáveis, livres de micotoxinas; (b) fornecimento

de várias refeições diárias; (c) garantia de fornecimento constante de água limpa, fresca e abundante; e (d) manutenção

de um ambiente com temperatura confortável para as porcas.

6.1 – Utilização de sucedâneos do leite

A utilização de sucedâneos lácteos na alimentação de leitegadas que apresentam crescimento limitado

pode constituir-se em prática importante para aumentar o peso ao desmame e reduzir a mortalidade de leitões, especialmente

para compensar a produção insuficiente de leite pelas porcas. Em alguns estudos tem sido demonstrado

que leitegadas com acesso a suplementação com algum tipo de sucedâneo crescem 10 a 38% mais rápido do que

aquelas que não tem acesso à suplementação (AZAIN et al., 1996; DUNSHEA et al., 1997; LINDBERG et al., 1997).

Normalmente, essa prática não afeta negativamente a produção de leite das porcas até os 20 dias de lactação e

apresenta um efeito positivo sobre o crescimento dos animais até, pelo menos, os 120 dias de idade (DUNSHEA et

al., 1997). Alguns autores observaram que a condição corporal das porcas melhorou quando o desmame foi realizado

aos 35 dias (LINDBERG et al., 1997). Os efeitos benéficos dessa prática são mais evidentes em épocas quentes,

quando o consumo de alimento é um problema para as porcas, dependendo das condições de produção. Atualmente,

constituem-se dificuldades para a implementação desta técnica o custo do sucedâneo, a disponibilidade e o preço

dos equipamentos necessários e o gasto com mão-de-obra.

6.2 – Reduzindo a mortalidade

Do ponto de vista prático, é difícil reduzir a mortalidade embrionária, restando garantir um bom manejo

nutricional, ambiental e sanitário às fêmeas. Entretanto, há evidências que a nutrição mineral pode afetar o número

o número de leitões nascidos e reduzir a mortalidade. A suplementação de selênio orgânico, comparado à suplementação

com selênio de selenito de sódio, promove aumento do tonos muscular podendo reduzir o número de natimortos já

que o parto é facilitado. Além disso, o sistema imune apresenta maior resposta, o que reduz também a mortalidade

(CLOSE, 2003).

A eficácia do uso de minerais orgânicos na nutrição de suínos carece ainda de estudos, especialmente na

fase de reprodução. Os microminerais tem sido utilizados na alimentação animal na forma inorgânica, predominantemente.

O aumento do número de leitões nascidos vivos tem sido observado quando parte dos minerais inorgânicos foi

substituído pelos mesmos elementos, mas na forma orgânica (MIRANDO et al., 1993; MAHAN & PETERS, 2004;

LIMAet al. 2006).

Limaet al. (2007) realizaram um estudo para determinar os efeitos da combinação de minerais inorgânicos

e orgânicos no desempenho de porcas e suas leitegadas ao longo de três ciclos reprodutivos consecutivos. Leitoas

foram divididas em dois grupos: tratamento controle onde os microminerais eram suplementados na forma inorgânica;

e tratamento onde se combinou fontes inorgânicas e orgânicas dos minerais. Os níveis e as fontes de suplementação

dos microminerais e os resultados do experimento são apresentados na Tabela 4. As variáveis peso, condição corporal,

espessura de toucinho, consumo de ração e intervalo desmama cobrição não foram afetadas significativamente

pelos tratamentos. Entretanto, a combinação de minerais inorgânicos e orgânicos promoveu aumento significativo no

número de leitões nascidos vivos e desmamados além de reduzir o número de natimortos e mumificados. Estes resultados

não são totalmente explicados mas sugere-se que o aumento da disponibilidade dos microminerais na forma

orgânica bem como as diferentes velocidade e rotas de absorção verificadas entre as duas formas de microminerais

promoveram as respostas positivas. Além disso, há relatos na literatura de que o maior número de leitões ao nascer

e ao desmame pode ser alcançado quando se utiliza níveis de microminerais inferiores aos sugeridos pelo NRC-1998,

sugerindo que há efeitos deletérios quando microminerais na forma inorgânica são utilizados em excesso em dietas

de suínos (FLOWERS et al., 2001).

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A redução da mortalidade antes do desmame é atualmente o grande desafio para se aumentar o número

de leitões desmamados/porca/ano. Este ponto pode ser melhorado especialmente pelo manejo nos primeiros dias de

vida, mas também ao longo do período de lactação.

Knox (2006) relatou que os 10% melhores produtores de suínos dos Estados Unidos apresentam uma média

de mortalidade pré-desmama, em seus sistemas, da ordem de 9,0%, enquanto que aqueles que apresentam excepcionais

resultados possuem de 6-7% de mortalidade. Taxas de mortalidade similares, da ordem de 8 a 10%, foram verificadas

na Dinamarca por Jensen (2004).

Em geral o número de nascidos mortos e a taxa de mortalidade antes do desmame aumentam com o aumento

do número total de leitões nascidos. Cerca de 75% de todas as mortes de leitões acontecem durante os primeiros

3 dias após o nascimento e somente 13% das mortes ocorrem no período de 4 a 7 dias após o nascimento,

verificando-se os restantes 12% nas semanas seguintes até o desmame (KNOX, 2006).

7 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

O período de lactação é a época mais crítica da produção de suínos: os leitões recém nascidos lutam para

sobreviver, as porcas lutam para alimentar sua progênie, mesmo que tenham que mobilizar grande parte de tecido

corporal, e o suinocultor luta para desmamar o máximo de leitões com um bom peso, pois a lucratividade do negócio

depende do número de leitões desmamados.

A seguir são apresentados algumas recomendações importantes para se aumentar o número de leitões

desmamados/porca/ano:

• Utilizar genótipos de alta prolificidade;

• Aumentar a taxa de parto;

• Reduzir a mortalidade após o nascimento;

• Utilizar nutrição adequada para a formação de novas reprodutoras;

• Usar grãos sadios, livres de micotoxinas, para as porcas e leitões, especialmente;








• Fornecer dietas adequadamente balanceadas com ingredientes de alta qualidade e disponibilidade de nutrientes;

• Reduzir o número de dias não produtivos das fêmeas através da cobertura antecipada de leitoas, redução do

intervalo desmame – cobertura, redução dos retornos de cio;

• Acompanhar partos;

• Estimular o consumo de colostro;

• Separar leitões que já mamaram colostro e permitir que os leitões menores possam ter acesso sem competição

por cerca de uma hora;

• Estimular o consumo de alimento sólido pelos leitões o mais cedo possível;

• Espaço mínimo de 4 m2 na cela/baia parideira;

• Monitorar as porcas individualmente quanto ao comportamento, identificando aquelas com dificuldades de produção

de leite e as mais agressivas;

• Procurar ter a maior parte das porcas com ordem de parto entre 3 a 6, evitando altas taxas de reposição, com

muitas fêmeas de parto 1-2 ou mantendo fêmeas velhas no plantel;

• Buscar a máxima higienização em todos os procedimentos;

• Trabalhar com pessoal bem treinado e de alta competência.

Nesta revisão foram apresentados vários aspectos que podem contribuir para a viabilidade dos leitões de

fêmeas hiperprolíficas ou não. O enfoque principal foi o de redução de mortalidade e da variabilidade de peso dos

leitões, mas outros tantos aspectos poderiam ter sido abordados também. Fica evidente a necessidade de mais estudos

para elucidar pontos duvidosos e o modo de ação de cada fator. Contudo, o melhoramento está avançando e

as fêmeas estão produzindo cada vez mais leitões, o que significa em maiores desafios para as áreas correlatas com

o objetivo de manter os leitões vivos e com bom desempenho zootécnico. O nível de produtividade das porcas e as

dificuldades dos leitões em se alimentarem, quer competindo por colostro e leite, quer mantendo as dificuldades de

consumo de alimento sólido no período de aleitamento, vem demonstrando que novas formas de fornecimento de

nutrientes tem que ser estudadas para atender as demandas, frente à altíssima produtividade. Sugere-se que novos

estudos abordem: (a) ferramentas nutricionais aplicadas às porcas em gestação que promovam aumento do peso ao

nascer e redução da sua variabilidade; (b) alternativas que promovam aumento da concentração de nutrientes no colostro

e no leite; (c) desenvolvimento de estratégias nutricionais, de manejo e equipamentos para aleitamento artificial

de leitões.

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